Líder supremo do Irã afirma que “a batalha começou” e promete retaliação contra ataque em Damasco

Na última quarta-feira, (12), o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, declarou que “a batalha começou”, em um pronunciamento feito no funeral de altos comandantes da Guarda Revolucionária mortos em um ataque aéreo em Damasco, na Síria. O governo iraniano responsabiliza Israel pela ação, que atingiu as instalações do consulado iraniano na capital síria, […]

Ali Khamenei - Foto: Reprodução/Greater Kashmir

Na última quarta-feira, (12), o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, declarou que “a batalha começou”, em um pronunciamento feito no funeral de altos comandantes da Guarda Revolucionária mortos em um ataque aéreo em Damasco, na Síria. O governo iraniano responsabiliza Israel pela ação, que atingiu as instalações do consulado iraniano na capital síria, provocando a morte de sete oficiais, incluindo o general Mohammad Reza Zahedi.

Declaração ocorre durante cerimônia fúnebre em Teerã

A fala de Khamenei ocorreu diante de milhares de pessoas que participavam do funeral em Teerã. Os corpos de Mohammad Reza Zahedi, de outros seis membros da Guarda Revolucionária e de cinco combatentes libaneses mortos no mesmo ataque foram levados em um cortejo solene até a Universidade de Teerã, onde o líder supremo realizou seu discurso.

Durante a cerimônia, Khamenei afirmou que o ataque israelense contra o consulado em Damasco foi uma violação clara da soberania iraniana. “A batalha começou. Quando atacaram o consulado do Irã, foi como se tivessem atacado o nosso território”, declarou. Segundo ele, o ataque é encarado pelo Irã como uma agressão direta, e uma resposta será inevitável.

General morto era figura de alto escalão da Guarda Revolucionária

Mohammad Reza Zahedi era um dos principais comandantes da Guarda Revolucionária iraniana e já havia atuado no comando das forças do grupo tanto na Síria quanto no Líbano. Sua morte representa uma perda significativa para a estrutura militar do Irã, especialmente no que diz respeito à atuação do país em áreas de influência como o território sírio e o apoio ao grupo Hezbollah.

O ataque ao consulado, atribuído a Israel, destruiu parte do prédio que abrigava representantes diplomáticos iranianos. O Irã sustenta que a ação violou o direito internacional, ao atingir uma instalação considerada território soberano do país mesmo estando fora de seu território físico.

Teerã promete resposta contundente

Além de declarar que o ataque será respondido, o aiatolá afirmou que o regime israelense “cometeu um erro” e será “punido”. A Guarda Revolucionária, braço militar de elite ligado diretamente ao líder supremo, reforçou que haverá retaliação, embora não tenha especificado o formato ou o momento dessa resposta.

O governo iraniano considera o bombardeio como parte de uma escalada nas tensões entre Teerã e Tel Aviv, em meio ao atual conflito envolvendo Israel e grupos armados da região, especialmente o Hezbollah, no Líbano. Nas últimas semanas, os confrontos na fronteira entre Israel e Líbano também têm se intensificado, aumentando o risco de uma guerra em larga escala.

A promessa de Khamenei, feita em rede nacional, amplia o clima de tensão no Oriente Médio, alimentando temores de que a retaliação iraniana possa envolver alvos em Israel ou aliados do país na região. Autoridades iranianas vêm sinalizando que a resposta será “dura e proporcional” ao que consideram uma grave provocação.

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