Nesta terça-feira, (17), Israel confirmou a morte de Ali Shadmani, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã em tempos de guerra, em um ataque aéreo lançado contra um centro de comando militar em Teerã. A ofensiva faz parte da escalada militar israelense que chega ao quinto dia consecutivo.
Segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF), Shadmani era considerado o mais alto oficial militar do Irã em operação e atuava como braço direito do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei. Ele também ocupava cargos de liderança tanto nos Guardiões da Revolução quanto nas Forças Armadas regulares iranianas.
Alvo foi identificado com “inteligência precisa”, diz Israel
De acordo com o comunicado emitido pelo Exército israelense, a localização de Shadmani foi determinada por meio de informações de inteligência altamente precisas. Ele foi morto durante um bombardeio noturno contra uma estrutura militar de comando iraniana na capital.
Esse é o segundo oficial iraniano de alta patente eliminado por Israel em cinco dias. As IDF não mencionaram se houve outras vítimas, incluindo civis, durante a ação.
Ataques intensificados desde sexta-feira
A ofensiva militar foi intensificada na última sexta-feira, (13), quando Israel declarou que o Irã havia avançado significativamente em seu programa nuclear. Desde então, diversas instalações estratégicas em território iraniano vêm sendo alvo de ataques israelenses, aumentando o risco de um confronto em larga escala no Oriente Médio.
No cenário internacional, os desdobramentos vêm gerando preocupações. Na segunda-feira, (16), Donald Trump pediu que os moradores de Teerã deixassem imediatamente a cidade, em razão dos riscos. No mesmo dia, líderes do G7, reunidos no Canadá, apelaram por uma desescalada urgente no conflito.
A operação representa a maior ofensiva de Israel contra o Irã em décadas, elevando temores sobre um possível envolvimento de outras potências globais no confronto.





