Nesta quinta-feira (9), o chefe de equipe da Sauber, Jonathan Wheatley, afirmou que o objetivo do time — que passará a se chamar Audi F1 Team a partir de 2026 — é disputar vitórias e até títulos até o fim da década. O dirigente destacou que a nova fase da escuderia vem acompanhada de nomes de peso e um plano agressivo para crescer no grid da Fórmula 1.
Nova estrutura e ambição da equipe
Wheatley, ex-diretor esportivo da Red Bull e no comando da Sauber desde abril, disse à Reuters durante o GP de Singapura que acredita no potencial da equipe. “Acho que estamos no caminho certo. Mattia [Binotto] já estava aqui há mais tempo, então as coisas já estão em movimento. Temos um plano agressivo para competir por vitórias e títulos até o fim da década”, declarou.
O britânico destacou ainda que as mudanças previstas no novo regulamento técnico — que alterará motores e chassis a partir de 2026 — representam a maior revolução da categoria desde 1991, quando ele iniciou sua carreira na Benetton.
“São regulamentos técnicos empolgantes e desafiadores que podem mudar a ordem. Os três pilares da Audi são motores altamente eficientes, combustíveis sustentáveis e tecnologia híbrida avançada, tudo novo no próximo ano”, afirmou.
Desafios e evolução gradual
Apesar do entusiasmo, Wheatley reconheceu o desafio de transformar uma equipe que, na última década, lutava apenas para se manter no grid. Famoso por ter revolucionado os pit stops na Red Bull, o dirigente ressaltou que mudanças estruturais exigem tempo.
“Um time de corrida é como uma família; é preciso equilíbrio para saber quando mudar algo”, comentou.
O pódio de Nico Hulkenberg no GP da Inglaterra — o primeiro em 239 GPs — foi citado como sinal do avanço da equipe. O brasileiro Gabriel Bortoleto também vem contribuindo com bons resultados, como o 6º lugar conquistado na Hungria.
Foco na reta final da temporada
Com as novas regras a caminho, Wheatley destacou que o foco imediato está na melhora operacional nas seis etapas finais do campeonato.
“Estamos numa briga de verdade toda semana, não podemos falhar. Quero melhorias contínuas, decisões certas sob pressão”, disse o chefe da equipe.
Ele concluiu afirmando que será necessário adotar uma postura ousada para alcançar o topo e competir com as principais equipes da categoria.
“Não vamos chegar onde queremos jogando o jogo normal. Estamos na garagem 10, mirando a garagem 1. É uma longa caminhada”, completou.





