Cleitinho critica tarifas dos EUA e investigação do Pix

Nesta quarta-feira, (16), o senador Cleitinho (Republicanos-MG) defendeu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inicie um diálogo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o objetivo de evitar a aplicação de tarifas de 50% sobre produtos importados do Brasil, previstas para entrar em vigor em 1º de agosto. Durante sua […]

o senador Cleitinho Azevedo - Foto: Reprodução

Nesta quarta-feira, (16), o senador Cleitinho (Republicanos-MG) defendeu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inicie um diálogo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o objetivo de evitar a aplicação de tarifas de 50% sobre produtos importados do Brasil, previstas para entrar em vigor em 1º de agosto.

Durante sua manifestação, Cleitinho destacou que a soberania nacional deve estar acima de ideologias partidárias e cobrou uma atuação conjunta entre Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin para negociar com o governo norte-americano. “Eu espero que os EUA e o Trump não façam isso, que venha o Lula e o Alckmin, que está articulando isso, abrir um diálogo para que isso não venha acontecer aqui no Brasil”, afirmou o senador.

Cleitinho diz que Brasil está acima de ideologias

O parlamentar, que já fez críticas recorrentes ao governo federal, voltou a se posicionar contra medidas econômicas, especialmente aquelas atribuídas ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ele reafirmou sua oposição a qualquer tipo de aumento de impostos. “Eu deixo qualquer ideologia pra trás, o Brasil não pode estar acima de ideologia não. Eu sou contra qualquer tarifaço. Do que adianta vir aqui todo dia e dizer ‘não vamos aumentar taxa’, ‘vamos diminuir imposto’, brigando com o Haddad para que ele não taxe mais, não crie mais imposto”, declarou.

Investigação dos EUA sobre Pix e comércio popular

Cleitinho também comentou a investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) contra o Brasil, que abrange seis frentes, incluindo o sistema de pagamentos Pix e o comércio na rua 25 de Março, em São Paulo. Para o senador, essas ações representam uma intervenção na soberania do país.

“A 25 de Março, desde que eu me entendo por gente, já existe. Não veio agora por conta do presidente Lula não. O Pix foi criado, inclusive, durante o governo Bolsonaro”, argumentou.

Ele finalizou pedindo o fim das tarifas e das investigações. “Que acabe essa taxação de 50% e que não venham intervir no Brasil, nessa situação do Pix e da 25 de Março.”

O relatório do USTR aponta que o Brasil “parece adotar práticas desleais em relação aos serviços de pagamento eletrônico”, acusando o país de favorecer serviços desenvolvidos pelo próprio governo. Em relação à 25 de Março, o documento afirma que a região “tem permanecido, por décadas, como um dos maiores mercados de produtos falsificados, apesar das operações realizadas para combatê-la”.

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