Em Lagamar, há quem diga que Zico não disputa eleições: vence. E essa constância nas urnas não se explica apenas pela repetição de mandatos, mas pelo estilo que ele imprime à política. É como se tivesse decifrado, com simplicidade e inteligência, o código da proximidade.
Zico é, por natureza, um político popular no sentido mais genuíno da palavra. Não há camarote que o separe do povo, não há posição de destaque que o isole da coletividade. Ele rejeita o pedestal porque não enxerga a política como espetáculo, mas como convivência. Está sempre presente onde a comunidade se encontra — nas festas religiosas, nos jogos de várzea, nas solenidades modestas — sem ares de vaidade, apenas como gente da própria gente, o Lagamarense.

Quando o José Alves Filho se eterniza como Zico
Esse traço, somado à competência administrativa e à habilidade de manter diálogo respeitoso tanto com aliados quanto com adversários, construiu uma popularidade que atravessa décadas. Zico consolidou sua imagem como gestor acessível, conciliador e presente, que entende que governar não é afastar-se da população, mas misturar-se a ela.
Não é à toa, portanto, que se tornou uma verdadeira máquina de ganhar eleições. Ele não se impõe pelo poder, mas pela confiança; não conquista pela imposição, mas pela proximidade. Em tempos de desconfiança generalizada na política, Lagamar guarda em Zico a figura rara de um prefeito que não precisou reinventar-se a cada eleição — bastou continuar sendo aquilo que sempre foi: um de nós.





