Zema autoriza aumento de até 266% nas taxas de cartórios de imóveis em Minas Gerais

Nesta sexta-feira, (7), o governador Romeu Zema (Novo) sancionou um reajuste de até 266% nas taxas cobradas por cartórios de registro de imóveis em Minas Gerais. A medida, aprovada anteriormente pela Assembleia Legislativa e proposta pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), já está em vigor e tem gerado forte reação do setor da […]

Romeu Zema, governador de Minas Gerais – Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG

Nesta sexta-feira, (7), o governador Romeu Zema (Novo) sancionou um reajuste de até 266% nas taxas cobradas por cartórios de registro de imóveis em Minas Gerais. A medida, aprovada anteriormente pela Assembleia Legislativa e proposta pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), já está em vigor e tem gerado forte reação do setor da construção civil.

Reajuste atinge imóveis populares e de alto valor

As novas tabelas elevam significativamente os valores cobrados para registros de imóveis. No caso de um imóvel popular avaliado em R$ 250 mil, por exemplo, a taxa de registro, que anteriormente era de aproximadamente R$ 2 mil, passou a girar em torno de R$ 6,6 mil.

A elevação média foi de 266% para imóveis com valores entre R$ 1.400 e R$ 3,2 milhões. Acima dessa faixa, o aumento é ainda mais expressivo: imóveis que ultrapassam os R$ 3,2 milhões chegam a ter acréscimos de até 300 vezes o valor anterior. Em um dos exemplos citados, um imóvel de R$ 4,2 milhões pode gerar uma taxa de R$ 900 mil.

Justificativas e destino dos recursos

De acordo com informações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os cartórios de registro de imóveis em Minas Gerais arrecadaram R$ 1,36 bilhão no último semestre. Com a nova tabela, parte da arrecadação extra será destinada a órgãos públicos estaduais como o Ministério Público, a Defensoria Pública e a Advocacia-Geral do Estado.

Reações e judicialização

A decisão provocou forte reação entre empresários da construção civil. Representantes do setor acusam o governo Zema de contrariar seu discurso liberal ao sancionar um reajuste considerado desproporcional, que, segundo eles, impactará negativamente o mercado imobiliário e os consumidores.

O Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG) ingressou com uma ação no CNJ pedindo a suspensão da nova tabela. Na ação, a entidade argumenta que o reajuste pode causar “danos concretos, atuais e irreparáveis” ao setor, afetando especialmente empreendimentos de médio e alto padrão.

Tramitação e aprovação

A proposta de reajuste foi apresentada pelo TJMG, aprovada com ampla maioria na Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Romeu Zema, que optou por não vetar o texto. A nova tabela entrou em vigor após o período de vacância legal de 90 dias.

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