Nesta segunda-feira (21), o comissário da União Europeia para Defesa e Espaço, Andrius Kubilius, afirmou que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, não demonstra interesse em negociações de paz e deseja continuar o conflito com a Ucrânia. Em entrevista à CNN, o representante europeu declarou que a percepção do Kremlin é de que está vencendo a guerra, o que dificulta qualquer avanço diplomático.
“Putin acredita que está ganhando”, diz comissário
Segundo Kubilius, “muitos líderes europeus estão deixando claro que não há sinais claros de que Putin concordará com a paz enquanto a situação continuar como está, porque talvez ele acredite que está ganhando neste conflito”. Ele acrescentou que o fortalecimento da resistência ucraniana é uma das principais condições para acelerar uma solução pacífica.
As declarações ocorreram às vésperas de uma nova rodada de negociações entre Rússia e Ucrânia, marcada para esta quarta-feira (23), na Turquia, conforme anunciou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. O Kremlin já se manifestou a favor do encontro, mas ressaltou que ainda há divergências significativas que exigem trabalho diplomático intenso.
Situação atual da guerra
A guerra começou em fevereiro de 2022, quando a Rússia iniciou uma invasão em larga escala à Ucrânia. Desde então, os russos controlam cerca de 20% do território ucraniano. Ainda naquele ano, o presidente Putin decretou a anexação de quatro regiões: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.
Os combates mais intensos ocorrem no leste do país, onde tropas russas avançam lentamente. Moscou não demonstra intenção de abandonar seus principais objetivos militares. Enquanto isso, a Ucrânia tem realizado ataques dentro do território russo, com o objetivo de atingir a infraestrutura militar.
De sua parte, o governo russo intensificou os ataques aéreos, incluindo o uso de drones. Ambos os lados negam alvos civis, mas milhares de mortes já foram registradas no conflito, com a maioria das vítimas sendo ucranianas.
Além disso, estima-se que milhares de soldados tenham morrido na linha de frente, embora nenhum dos países divulgue números oficiais de baixas. Segundo dados dos Estados Unidos, 1,2 milhão de pessoas foram mortas ou feridas desde o início da guerra.





