Trump impõe tarifa de 35% ao Canadá e ameaça novas retaliações

Nessa quinta-feira (10), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a aplicação de uma tarifa de 35% a produtos importados do Canadá. A medida, que começa a valer em 1º de agosto, foi comunicada por meio de uma carta endereçada ao primeiro-ministro canadense, Mark Carney, e divulgada na rede social Truth Social. Carta oficial […]

Foto: Andrew Harnik/Getty Images

Nessa quinta-feira (10), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a aplicação de uma tarifa de 35% a produtos importados do Canadá. A medida, que começa a valer em 1º de agosto, foi comunicada por meio de uma carta endereçada ao primeiro-ministro canadense, Mark Carney, e divulgada na rede social Truth Social.

Carta oficial com aviso de retaliação

No texto da carta, Trump afirmou que o Canadá adotou tarifas retaliatórias contra os Estados Unidos após o governo americano impor taxas para pressionar o país a reforçar a segurança nas fronteiras, com o objetivo de coibir o tráfico de fentanil.

O presidente norte-americano também alertou que poderá aplicar uma nova tarifa de 35% caso haja qualquer medida de retaliação por parte do governo de Ottawa.

Brasil teve maior taxa até agora

O Canadá se junta a uma lista de países que, desde a última segunda-feira (7), passaram a ser alvo das sanções comerciais anunciadas por Trump. Já foram notificadas na mesma semana nações como Indonésia, Argélia e Iraque.

O Brasil também está entre os países atingidos. Na quarta-feira (9), Trump comunicou a aplicação de uma tarifa de 50% a produtos brasileiros — a mais elevada até o momento. Segundo o presidente, uma retaliação brasileira levaria à imposição de mais 50% aos mesmos itens.

Trump promete tarifas a outros países

Em entrevista publicada nesta quinta-feira (10) pela NBC News, Trump afirmou que outros parceiros comerciais ainda não notificados por carta também podem enfrentar novas tarifas em breve.

“Nem todo mundo precisa receber uma carta. Vocês sabem disso. Estamos apenas definindo nossas tarifas”, declarou. Ainda segundo ele: “Vamos apenas dizer que todos os países restantes vão pagar, seja 20% ou 15%. Vamos resolver isso agora”.

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