Trump diz que aceitaria atacar México para conter tráfico de drogas

Declaração foi dada no Salão Oval; presidente também citou possíveis ações na Colômbia e não descartou enviar tropas à Venezuela
Foto: reprodução/Casa Branca

Nesta segunda-feira, (17), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que concordaria com ataques ao México caso isso fosse necessário para interromper o fluxo de drogas para o território americano. A declaração foi dada a repórteres no Salão Oval.

Declaração sobre ataques ao México

Durante a conversa com a imprensa, Trump afirmou: “Por mim, ok, faremos o que for preciso para parar as drogas.”
O presidente acrescentou que não estava anunciando uma ação imediata, mas que “teria orgulho de fazer” caso entendesse necessário.

Menção à Colômbia

Trump também declarou que gostaria de eliminar os laboratórios de produção de cocaína na Colômbia, embora não tenha feito qualquer anúncio concreto sobre ações militares diretas no país.

Possível envio de tropas à Venezuela

O presidente americano se recusou a descartar o envio de tropas à Venezuela.
Em conversa com repórteres na Casa Branca, Trump afirmou que poderia dialogar diretamente com Nicolás Maduro em um “momento específico”, ao mesmo tempo em que avalia a possibilidade de ataques contra o país.

Segundo o presidente, Maduro “causou danos tremendos ao nosso país”, e a permanência do líder venezuelano no poder seria uma “questão complicada”.

Aumento da presença militar dos EUA na região

Um dia antes, Trump havia indicado que uma janela diplomática poderia estar se abrindo com Caracas, enquanto os Estados Unidos ampliam significativamente sua presença militar na região.

Desde o início de setembro, militares americanos realizaram 21 ataques contra navios suspeitos de transportar narcóticos no Caribe e no Pacífico, resultando na morte de 83 pessoas.

O governo venezuelano, segundo o texto original, afirma que a ofensiva militar seria uma tentativa de Washington de tirá-lo do poder.

Operações militares recentes

O atual desenvolvimento militar é descrito como o maior na região fora de missões de socorro em desastres desde 1994, quando os EUA enviaram dois porta-aviões e mais de 20 mil soldados ao Haiti na “Operação Uphold Democracy”.

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