Raul Asencio e três jogadores enfrentarão julgamento por pornografia infantil

Nesta quinta-feira (18), o tribunal da ilha espanhola de Gran Canaria informou que Raul Asencio, defensor do Real Madrid, será julgado por acusações de compartilhamento de vídeo de conteúdo sexual sem consentimento. Envolvimento de jogadores da base Além de Asencio, três atletas da equipe juvenil do clube também serão levados à Justiça. Eles são acusados […]

Foto: Getty Images

Nesta quinta-feira (18), o tribunal da ilha espanhola de Gran Canaria informou que Raul Asencio, defensor do Real Madrid, será julgado por acusações de compartilhamento de vídeo de conteúdo sexual sem consentimento.

Envolvimento de jogadores da base

Além de Asencio, três atletas da equipe juvenil do clube também serão levados à Justiça. Eles são acusados de gravar e divulgar vídeos sexuais envolvendo duas jovens, uma delas menor de idade, em um clube de praia em Gran Canaria, em junho de 2023, segundo comunicado do tribunal.

Debate sobre direitos das mulheres

O caso surge em meio ao aumento das discussões sobre os direitos das mulheres na Espanha, que ganharam força após o episódio envolvendo o ex-presidente da Federação Espanhola de Futebol, Luis Rubiales, que beijou a jogadora Jenni Hermoso sem consentimento depois da final da Copa do Mundo de 2023.

Pedido do Ministério Público

De acordo com documentos judiciais, o Ministério Público pede pena de dois anos e meio de prisão para Asencio, de 22 anos, por dois crimes contra a privacidade. A acusação aponta que ele teria recebido a gravação e mostrado a um amigo.

Versões das vítimas e dos acusados

Uma das vítimas acusa os quatro jogadores, enquanto a outra excluiu Asencio de sua denúncia. O defensor nega as acusações e não respondeu às solicitações de comentário enviadas ao Real Madrid. À época dos fatos, ele ainda atuava nas categorias de base do clube.

Entre os outros três acusados, dois já não fazem mais parte do Real Madrid.

Declaração de Asencio

Em pronunciamento divulgado em maio, Asencio afirmou não ter praticado conduta que violasse os direitos das mulheres à privacidade e à liberdade sexual. Ele ressaltou que a acusação contra si se limita ao fato de ter permitido que outra pessoa assistisse brevemente ao vídeo.

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