Líder do Irã promete punição a Israel e rejeita negociações nucleares

Neste domingo (22), o líder supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, fez seu primeiro pronunciamento após os ataques dos Estados Unidos a três instalações nucleares no país. Em publicação em sua conta oficial no X, ele prometeu punição ao que chamou de “inimigo sionista”, e afirmou que essa retaliação já está em curso. Khamenei fala […]

Imagem: Khamenei.ir/AFP

Neste domingo (22), o líder supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, fez seu primeiro pronunciamento após os ataques dos Estados Unidos a três instalações nucleares no país. Em publicação em sua conta oficial no X, ele prometeu punição ao que chamou de “inimigo sionista”, e afirmou que essa retaliação já está em curso.

Khamenei fala em “erro grave” de Israel

A postagem, feita em farsi, foi acompanhada de uma imagem com um crânio em chamas. No texto, Khamenei declarou:

“A punição continua.
O inimigo sionista cometeu um erro grave, cometeu um grande crime; ele deve ser punido e está sendo punido; está sendo punido agora mesmo.”

A mensagem marca a primeira manifestação pública do líder supremo após os ataques atribuídos aos Estados Unidos, realizados em cooperação com Israel.

Irã promete resposta militar e rejeita negociações

Mais cedo, o embaixador do Irã na ONU, Amir-Saeid Iravani, declarou que as forças armadas do país determinarão a escala da resposta aos bombardeios. Em discurso oficial, ele responsabilizou diretamente o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

“Mais uma vez, o criminoso de guerra procurado internacionalmente Netanyahu conseguiu sequestrar a política externa dos EUA, arrastando os Estados Unidos para mais uma guerra custosa e sem fundamento.”

O embaixador acusou os Estados Unidos de agir de forma imprudente e afirmou que o país estaria sacrificando sua própria segurança para proteger o líder israelense. Iravani reiterou o que chamou de “direito legítimo” do Irã à autodefesa.

Governo iraniano rejeita abertura diplomática

O Irã também descartou qualquer possibilidade de retomada das negociações nucleares, considerando as iniciativas diplomáticas como uma tentativa de enganar a comunidade internacional

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