Eduardo Bolsonaro diz que está preparado para disputar a presidência

Nessa quinta-feira, (3), o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro afirmou estar “100% pronto” para disputar a Presidência da República em 2026, caso receba a “missão” do pai, Jair Bolsonaro, declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A declaração foi feita durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada em Miami, nos Estados Unidos. Declarações […]

Eduardo Bolsonaro - Foto: Joshua Roberts / Reuters

Nessa quinta-feira, (3), o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro afirmou estar “100% pronto” para disputar a Presidência da República em 2026, caso receba a “missão” do pai, Jair Bolsonaro, declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A declaração foi feita durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada em Miami, nos Estados Unidos.

Declarações durante entrevista

Durante entrevista concedida ao comunicador Allan dos Santos, considerado foragido da Justiça brasileira, Eduardo Bolsonaro condicionou sua eventual candidatura à imposição de sanções, por parte dos Estados Unidos, contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O deputado afirmou que essa medida abriria espaço para mudanças no cenário político brasileiro.

“Primeiro a gente tem que sancionar o Moraes, né? Mas eu acho que, saindo a sanção do Moraes, a gente também tem uma boa janela de oportunidade para deixar o Congresso livre e as instituições do Brasil livres para reagir a tudo isso. Porque, dentro do Congresso, você já tem os votos para a anistia ser aprovada. Falta só o Congresso sair das garras do Alexandre de Moraes”, disse.

Segundo Eduardo Bolsonaro, uma eventual saída do pai da disputa não seria empecilho para sua própria candidatura. “Quando isso acontecer, a gente vai ter a possibilidade de Bolsonaro ser presidente, se candidatar no ano que vem. Mas se ele passar a missão para mim, pode ter certeza de que eu estou 100% pronto para cumpri-la”, afirmou.

Sanções e cenário internacional

O deputado está nos Estados Unidos desde fevereiro em busca de apoio contra decisões atribuídas a Alexandre de Moraes. Ele alegou que as sanções norte-americanas já estariam prontas, mas ainda não foram decretadas devido à guerra no Oriente Médio, envolvendo EUA, Israel e Irã.

“A boa notícia é que já está tudo pronto para que as sanções ocorram. Toda a burocracia já foi feita, e elas só não saíram ainda por conta dessa prioridade com o que está se passando agora na guerra de Israel com o Irã, que está tendo o apoio dos Estados Unidos. Então a gente está buscando espaço para que seja dada essa atenção ao Brasil”, declarou.

Eduardo comparou a situação brasileira à do conflito internacional. “A gente sabe que o Irã representa o risco de uma guerra nuclear, o risco de arrastar o mundo para uma terceira guerra mundial. Mas o Brasil também: a cada momento que se deixa de sancionar o Moraes, abre-se uma janela de oportunidade para o regime se consolidar.”

Críticas a decisão recente sobre redes sociais

O parlamentar também criticou uma decisão recente que responsabiliza redes sociais pelo conteúdo publicado por usuários. Segundo ele, a medida é uma forma de censura.

“Veja agora, né? Esta semana houve uma decisão determinando que as empresas de redes sociais serão responsáveis por aquilo que for postado pelos usuários — algo que terá repercussões bizarras. Essa institucionalização da censura ‘à la China’ vai gerar consequências graves. E só ocorreu porque o Alexandre de Moraes está confortável, encabeçando esse movimento. Se ele tivesse sido sancionado uma semana atrás, isso não estaria ocorrendo hoje”, concluiu.

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