Nesta terça-feira (15), o dólar teve baixa de 0,48%, fechando a R$ 5,5595 e encerrando uma sequência de quatro sessões seguidas em alta. Apesar do recuo da moeda americana, o Ibovespa manteve tendência negativa, com queda de 0,04%, aos 135.250,10 pontos, acumulando sete pregões consecutivos no vermelho. As incertezas em torno das tarifas de 50% que os Estados Unidos pretendem aplicar sobre produtos brasileiros continuam no centro das atenções do mercado.
PIB da China e inflação nos EUA movimentam os mercados
O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 5,2% no segundo trimestre deste ano. O resultado representa uma desaceleração em relação ao período anterior, que registrou avanço de 5,4%, mas ficou acima da projeção feita pela pesquisa Reuters, que estimava crescimento de 5,1%.
Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) registrou alta de 0,3% em junho, após variação de 0,1% em maio. No acumulado de 12 meses, o indicador subiu 2,7%, superando os 2,4% observados anteriormente.
Incerteza com tarifas pressiona bolsa brasileira
A queda do Ibovespa foi influenciada pelas dúvidas sobre a medida dos Estados Unidos. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, declarou que o governo busca resolver a situação “o mais rápido possível” e que poderá solicitar mais tempo para negociação, se for necessário. A tarifa está prevista para entrar em vigor em 1º de agosto.
Nos mercados internacionais, a Nasdaq alcançou novo recorde de pontuação, impulsionada pelo desempenho das ações da Nvidia. Já os índices Dow Jones e S&P 500 encerraram em baixa, mesmo com a divulgação dos dados de inflação e dos balanços de bancos.
Impasse sobre IOF segue sem solução no STF
A questão envolvendo o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) também ganhou atenção. Nesta terça-feira (15), uma audiência de conciliação realizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) entre o governo federal e o Congresso terminou sem acordo. As duas partes optaram por aguardar uma decisão judicial, segundo termo assinado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da ação.
O caso chegou ao Supremo após a Advocacia-Geral da União (AGU) ingressar com ação para defender o decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que elevava as alíquotas do IOF. O Congresso Nacional derrubou a medida.





