Nesta terça-feira (7), o portal The Athletic revelou que o Manchester United enfrenta uma crise interna provocada por cortes orçamentários determinados pelo proprietário Jim Ratcliffe. As medidas de contenção financeira têm resultado em precariedade nas instalações da academia de Carrington e de outros centros de treinamento do clube, afetando diretamente o dia a dia de funcionários e jogadores das categorias de base.
Estruturas sem manutenção
Segundo o relatório, há relatos de banheiros que permanecem dias sem limpeza, lixeiras transbordando, campos desgastados e placas desbotadas. A falta de pessoal na equipe de manutenção é apontada como a principal causa das más condições. As instalações, inauguradas em 2002 e reformadas pela última vez em 2017, estariam em estado de deterioração visível.
Funcionários lavam os próprios uniformes
As restrições também atingem membros das comissões técnicas e analistas, que agora precisam lavar os próprios uniformes do clube. A determinação, segundo a publicação, não se aplica aos jogadores nem à equipe técnica principal, comandada por Ruben Amorim.
Falta de material e improvisos
A escassez de recursos gerou situações inusitadas nos últimos meses. Em uma partida dos sub-13 contra o Everton, o time do United ficou sem calções e meias suficientes e teve de utilizar uniformes emprestados pelo adversário.
Já a equipe feminina, em viagem à Noruega para uma partida de qualificação da Liga dos Campeões contra o SK Brann, precisou comprar 15 pares de chuteiras e 20 conjuntos de caneleiras poucas horas antes do jogo.
Instalações históricas em declínio
Outros centros de formação do clube, como The Cliff e Littleton Road, em Salford, também sofrem com a falta de investimento. As estruturas, que abrigam as categorias mais jovens, vêm recebendo apenas o mínimo de manutenção, em meio à política de cortes aplicada pela nova gestão.





