Nessa sexta-feira (10), a ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa adicional de 100% sobre as importações da China desencadeou uma grande liquidação no mercado de criptomoedas, resultando em perdas bilionárias e expondo a alta alavancagem presente no setor.
Bitcoin, Ether e Solana entre as mais impactadas
De acordo com dados da plataforma CoinGlass, as moedas digitais Bitcoin, Ether e Solana estiveram entre as mais afetadas, elevando o volume total de liquidações para US$ 18,28 bilhões até as 13h47 (horário de Brasília). A empresa classificou o episódio como “o maior evento de liquidação na história das criptomoedas”, em publicação no X.
Nas últimas 24 horas, cerca de US$ 5 bilhões em Bitcoin, US$ 4 bilhões em Ether e US$ 2 bilhões em Solana foram liquidados, segundo a CoinGlass. O movimento coincidiu com uma ampla queda nos mercados, com o Nasdaq e o S&P 500 registrando as maiores baixas dos últimos seis meses.
Quedas expressivas no valor das principais criptos
O Bitcoin recuou quase 10% nos últimos cinco dias e, às 13h45 (horário de Brasília), era negociado a US$ 111.616,20, após atingir mínima de US$ 103.000 às 15h15 da sexta-feira. O Ether, que chegou a US$ 4.365,63, caiu para US$ 3.742,88 — uma desvalorização de 14,2%. Já o Solana, que estava cotado a US$ 223,10, recuou para US$ 178,72 às 15h45 (horário do leste dos EUA), representando queda de cerca de 20%.
Contexto político e tensão comercial
Desde que Donald Trump assumiu o cargo neste ano, as criptomoedas registraram fortes ganhos, impulsionadas pela mudança de postura do presidente, que passou a apoiar o setor após anos de críticas. Ele lançou sua própria moeda meme e prometeu criar uma reserva estratégica de criptomoedas.
Recentemente, Trump assinou uma ordem executiva autorizando a inclusão de ativos digitais em planos de aposentadoria 401(k), medida que fez o Bitcoin alcançar o recorde de US$ 124.000 na semana passada.
Apesar das negociações comerciais entre Washington e Pequim, as tensões voltaram a aumentar na quinta-feira (9), quando a China ampliou as restrições à exportação de minerais de terras raras, considerados essenciais para a indústria tecnológica.





