Neste sábado, (2), o assessor especial da Presidência da República, Celso Amorim, declarou que o Brasil é contra a imposição de sanções econômicas com base em relações comerciais com outros países. A fala foi feita em entrevista à CNN, em meio à pressão dos Estados Unidos sobre Brasil e Índia para que interrompam a importação de petróleo da Rússia.
Declaração sobre sanções e posição do Brasil
Questionado sobre os apelos americanos, Amorim afirmou que “somos contra sanções econômicas em qualquer caso, salvo quando autorizado pelo CSNU (Conselho de Segurança das Nações Unidas)”.
A posição do governo brasileiro foi reforçada após parlamentares dos Estados Unidos solicitarem, durante reuniões com congressistas brasileiros nesta semana, que o país reduza ou encerre a compra de petróleo russo. O objetivo seria abrir espaço para a negociação da redução das tarifas americanas de 50% sobre produtos brasileiros.
Pressão dos EUA e ameaças de Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem adotado uma política de intensificação das medidas econômicas contra a Rússia, em resposta à continuidade da guerra na Ucrânia. Em 14 de julho, ele ameaçou impor tarifas de 100% a países que continuarem comprando petróleo russo, a menos que Moscou alcance um acordo de paz significativo com Kiev.
A reportagem da CNN informou que as ameaças feitas por Trump se tornaram prioridade para o Itamaraty. A crescente tensão entre a Casa Branca e o Kremlin tem gerado preocupação no governo brasileiro quanto aos possíveis impactos comerciais.
Índia também é alvo de tarifas
De acordo com a Casa Branca, a Índia foi atingida em 1º de agosto por tarifas americanas de 25%, como punição pela continuidade das importações de petróleo russo. O The New York Times informou que, mesmo diante das ameaças de novas sanções, o governo indiano pretende manter as compras da commodity.
Em publicação na rede Truth Social, Trump minimizou o comércio dos Estados Unidos com a Rússia e a Índia, mas criticou a dependência indiana de equipamentos militares e energia russos: “Não me importa o que a Índia faça com a Rússia”, escreveu, acrescentando que “eles podem derrubar suas economias mortas juntos”.





