Brasil cogita retaliação a tarifas dos EUA, afirma ministro Paulo Teixeira

Nesta quarta-feira, (23), o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira (PT-SP), afirmou que o Brasil poderá adotar medidas retaliatórias caso os Estados Unidos não recuem da imposição de tarifas sobre produtos brasileiros. A declaração foi dada em entrevista ao programa CNN 360°. Crítica ao déficit comercial e defesa do livre comércio Teixeira classificou como ilógica […]

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Nesta quarta-feira, (23), o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira (PT-SP), afirmou que o Brasil poderá adotar medidas retaliatórias caso os Estados Unidos não recuem da imposição de tarifas sobre produtos brasileiros. A declaração foi dada em entrevista ao programa CNN 360°.

Crítica ao déficit comercial e defesa do livre comércio

Teixeira classificou como ilógica a decisão norte-americana, ressaltando que o Brasil registra déficit na balança comercial com os Estados Unidos. Segundo ele, o país defende o livre comércio, mas está legalmente amparado para reagir, caso necessário.

As medidas em estudo estão sob análise do Ministério da Fazenda e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. De acordo com o ministro, caso não haja recuo por parte do governo norte-americano, ações de proteção à economia nacional serão adotadas.

Etanol e biodiesel para reduzir dependência

Entre as medidas já implementadas, o governo brasileiro autorizou o aumento da mistura de etanol de milho na gasolina de 27% para 30%. Também foi ampliado o percentual de biodiesel no diesel, que passou de 10% para 15%.

Para Teixeira, essas decisões permitirão uma redução significativa na necessidade de importação de combustíveis como diesel e gasolina. Ele destacou, no entanto, que outras cadeias produtivas ainda demandam tempo para que o país consiga substituir importações por produtos nacionais.

Pressão sobre os EUA

O ministro também questionou a estratégia dos Estados Unidos ao restringirem as importações de produtos brasileiros. Ele afirmou que os norte-americanos mantêm superávit comercial na relação bilateral e terão dificuldade para encontrar substitutos no mercado internacional que reponham os produtos fornecidos pelo Brasil.

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