Nesta segunda-feira (1º), o Índice de Gerentes de Compras (PMI) mostrou que a atividade industrial do Brasil registrou forte retração em junho, com queda nas vendas totais e no volume de produção pelo segundo mês consecutivo. O indicador caiu de 49,4 em maio para 48,3 em junho, aprofundando-se na zona de contração — abaixo do nível de 50 pontos — e marcando o pior desempenho trimestral desde o quarto trimestre de 2023.
Atividades industriais recuam com queda nas exportações
Os volumes de produção foram impactados pela fraqueza da demanda e pela ausência de novos negócios, especialmente na América do Sul e na América Central. A taxa de contração foi a mais intensa dos últimos dois anos, enquanto os novos pedidos de exportação recuaram pelo terceiro mês seguido, também com a queda mais acentuada no mesmo período.
Empresas cortam empregos e lidam com custos maiores
Diante do cenário negativo, as empresas industriais reduziram o número de funcionários pela primeira vez em quase dois anos. Apesar de uma leve aceleração nas pressões de custos, a inflação permaneceu baixa: foi a segunda menor desde março de 2024.
Entre os itens com maiores aumentos de preços, foram citados componentes eletrônicos, alimentos e metais. Houve também leve elevação nos preços cobrados pelos produtos finais.
Confiança empresarial resiste com expectativa de juros menores
Mesmo com os dados negativos, as empresas mantiveram expectativas positivas para os próximos meses. A esperança de recuperação na demanda e de possíveis cortes na taxa de juros fez a confiança do setor subir ao maior nível dos últimos 14 meses.





