Nesta terça-feira, (25), o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, afirmou em evento realizado em São Paulo que as negociações entre Brasil e Estados Unidos envolvendo biocombustíveis estão “praticamente resolvidas”. A discussão ocorre em meio ao tarifaço imposto pelo presidente norte-americano Donald Trump.
Mudanças no RenovaBio destravaram impasse
Durante o Encontro Empresarial BR-US da Amcham Brasil, Alckmin citou que as conversas incluem pontos tarifários e não tarifários. Segundo ele, o questionamento sobre a importação de biocombustíveis americanos — um dos principais entraves — está próximo do desfecho.
Em entrevista, a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento e Indústria, Tatiana Prazeres, explicou que o governo revisou as regras do RenovaBio para permitir que empresas estrangeiras participem diretamente do programa, sem a necessidade de uma companhia brasileira intermediária. Essa demanda vinha sendo feita há anos pelos produtores americanos, que reclamavam da ausência de empresas dos EUA habilitadas.
Outras pautas com os EUA
No evento, Alckmin citou ainda três temas que compõem a mesa de negociação com os Estados Unidos: big techs, terras raras e datacenters.
O presidente em exercício destacou que 22% das exportações brasileiras ao mercado americano estão atualmente afetadas pelas tarifas de 50%. Ele afirmou que o próximo passo nas tratativas é ampliar a exclusão de produtos dessa lista.
“O próximo passo é excluir mais produtos e reduzir alíquotas. Ainda temos questões especialmente em segmentos de manufatura, mas também alimentos, como o mel. O desafio é continuar com este avanço”, afirmou.





