Nesta quinta-feira, (18), o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, foi citado em investigações da PF (Polícia Federal) que analisam a infiltração da facção PCC (Primeiro Comando da Capital) nos setores financeiro e de combustíveis do país.
Suspeita de uso de aeronaves
Segundo informações da PF, a suspeita é de que Rueda seria dono oculto de jatos executivos, registrados em nome de terceiros e fundos de investimento, utilizados para transportar integrantes da facção em voos nacionais e internacionais.
A possível ligação do político surgiu a partir de uma megaoperação contra o PCC deflagrada no fim de agosto.
Declaração de piloto
Dezessete dias após a fuga de alguns dos alvos, um piloto relatou em depoimento que uma das aeronaves seria de uma empresa em que Rueda figuraria como sócio oculto.
Essa companhia seria a Táxi Aéreo Piracicaba (TAP), supostamente utilizada por dois foragidos da operação: Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, dono da refinaria Copape.
Situação de Rueda
Integrantes da PF ressaltaram que Rueda não é formalmente investigado. No entanto, diante da citação direta ao seu nome, a relação da empresa com o crime organizado está sendo verificada.
Outro lado
Em suas redes sociais, Rueda afirmou ser alvo de uma campanha difamatória:
“Estou sendo alvo de ilações irresponsáveis e sem fundamento. Não há qualquer lastro fático. O que há, sim, é um pano de fundo político nestas leviandades, que estão sendo orquestradas, usando-se uma operação policial séria, para atacar adversários. Estou tomando as medidas cabíveis, para a proteção do meu nome e da reputação do partido que presido, contra campanhas difamatórias”, declarou.





