Nesta sexta-feira, (18), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), manifestou apoio a Jair Bolsonaro (PL) em meio à operação da Polícia Federal que teve como alvo o ex-presidente. Nunes criticou o que considerou excessos nas medidas adotadas e utilizou uma metáfora médica para expressar sua opinião.
“Remédio em dose alta faz mal”, diz Nunes
Em fala a jornalistas, Ricardo Nunes afirmou que exageros podem ser prejudiciais, mesmo quando motivados por boas intenções. “Eu acho que todo remédio, quando a dose é muito forte, ele não cura, ele passa a fazer um mal, né? Então acho que tudo, inclusive fazendo essa analogia aí, acho que não pode ter muito exagero, né? A gente precisa ter tranquilidade, acho que ter é calma”, declarou. Nunes também disse que não conhece os detalhes do processo: “Obviamente que eu não sei os dados do processo, não sei, não acompanho, não tenho essa informação, né?”
Defesa de Bolsonaro nos atos de 8 de Janeiro
Ricardo Nunes defendeu Jair Bolsonaro em relação aos atos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas em Brasília. Afirmou que o ex-presidente não responde por crimes patrimoniais e destacou que ele não estava no Brasil na ocasião.
“Queria deixar aqui minha solidariedade ao que tá passando o presidente Jair Bolsonaro, que não tem nenhum crime de roubo, de furto, de desvios, né? E respondendo por um processo de um caso de depredação que ele sequer estava no Brasil. Minha solidariedade aí, acho que a mensagem é essa, né? Até remédio, se você exagerar a dose faz mal”, disse.
Bolsonaro é investigado por obstrução e coação
Jair Bolsonaro é alvo de um inquérito da Polícia Federal que apura crimes de coação no curso do processo, obstrução à Justiça e ataque à soberania nacional.
Em 2024, Ricardo Nunes teve o apoio de Bolsonaro na disputa à prefeitura de São Paulo, após indicar o coronel Mello Araújo como vice em sua chapa.





