Nesta terça-feira, (1º), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu aguardar a redução da tensão com o Congresso Nacional antes de procurar os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para retomar o diálogo.
Envio de emissários ao Legislativo
Após a derrubada, pelo Congresso, do decreto que aumentava a alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), o Palácio do Planalto sofreu uma derrota considerada significativa. Como resposta, Lula encaminhou emissários para conversar com os chefes das duas Casas Legislativas, numa tentativa de reduzir o atrito entre os Poderes.
Segundo apuração, Hugo Motta afirmou a aliados do presidente que a rejeição do decreto não se tratava de uma disputa jurídica, e sim de um movimento político, contrário à iniciativa do governo de levar o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Decisão surpreendeu parlamentares
Parlamentares ouvidos pela CNN disseram que não foram informados previamente sobre a decisão de Lula de recorrer ao STF, o que ocorreu nesta terça-feira (1º). Até então, integrantes do Legislativo minimizavam os impactos do episódio nas relações institucionais, e o governo federal defendia que as frentes política e jurídica fossem tratadas separadamente.
Atuação de ministros e riscos avaliados
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, tem conduzido conversas com lideranças do Congresso, embora o ambiente permaneça incerto quanto à reação dos parlamentares após o recurso do Executivo ao Supremo contra a decisão do Congresso sobre o IOF.
A ação foi defendida por Gleisi e pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Já o advogado-geral da União, Jorge Messias, alertou Lula sobre os possíveis riscos políticos de um confronto com o Legislativo. Apesar da ponderação, a decisão de acionar o STF já havia sido tomada pelo presidente na semana anterior.





