Hoje é um daqueles dias em que ser jornalista se torna uma tarefa desafiadora. Informar e noticiar requer frieza, cautela, profissionalismo. É necessário manter o equilíbrio, não permitindo que a emoção ou interesses pessoais se sobreponham aos fatos. Mas, diante de uma tragédia como a partida precoce desses vazantinos (mesmo que alguns não tenham nascido aqui), torna-se impossível ser apenas o informante.
Hoje, não há alegria em trazer a notícia. Não é um dia para vaidade, busca por audiência ou reconhecimento. O que há é um luto profundo, e corações desmoronados, apunhalados pelas mais agudas e implacáveis dores. A perda não apenas de vidas, mas de histórias e sonhos interrompidos.
Todos se foram pela saúde. Uns, buscando tê-la; outros, oferecê-la. Maria de Fátima, a Lia, uma técnica de enfermagem admirada, que dedicou sua vida a cuidar da saúde de muitos. Dr. Lucas, médico comprometido, jovem, cheio de sonhos. A Terezinha, o José Jacinto, a Vanda… Essa última carregava em seu ventre uma nova vida. Um bebê que não terá a chance de nascer, ser acolhido e viver suas primeiras experiências. Uma vida que se foi antes de começar. Sim, são seis vidas!
Hoje, Vazante está de luto. A cidade sente o impacto de perdas irreparáveis, uma dor que ecoa no coração da comunidade. Cada nome, cada vida que se despediu, carrega consigo uma parte de todos nós. Não há palavras que confortem as famílias, nem notícias que preencham o vazio deixado por essas vidas que partiram.
Estamos de luto por Vazante, por essas famílias e por cada um que, de alguma forma, foi tocado por essa tragédia. Hoje, não é um dia de informar, mas de sentir e compartilhar o pesar de uma cidade inteira.





