Operação no Rio: 42 dos 99 mortos identificados tinham mandados de prisão

Ao todo, 121 pessoas morreram na ação, considerada a mais letal da história do país
Reprodução

Nesta sexta-feira (31), a Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou 99 dos mortos na Operação Contenção, realizada na última terça-feira (28), nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio.

Operação mais letal da história

Ao todo, foram contabilizadas 121 mortes, tornando a ação a mais letal da história do país, superando o Massacre do Carandiru, ocorrido em São Paulo, em 1992.

Mandados de prisão e antecedentes criminais

Entre os mortos identificados, 42 possuíam mandados de prisão em aberto e 78 apresentavam antecedentes criminais. Parte das pessoas identificadas é natural de outros estados, mas estava no Rio de Janeiro: 13 do Pará, 7 do Amazonas, 6 da Bahia, 4 do Ceará, 1 da Paraíba, 4 de Goiás, 1 do Mato Grosso e 3 do Espírito Santo.

Perícias e liberação de corpos

Em um esquema especial envolvendo a Polícia Civil e o Ministério Público, todos os corpos foram periciados, mas apenas 89 foram liberados para retirada pelos familiares até o momento. A Polícia Civil segue diligências para identificar os demais corpos.

Transparência e legitimidade da ação

O secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, afirmou que a corporação atua com total transparência e que a ação foi legítima, cumprindo ordens judiciais após um ano de investigações.

“Nós estamos agindo da forma mais transparente possível, a gente aqui não tem nada a esconder, muito pelo contrário, estamos aqui abertos prestando satisfação a toda a sociedade, a toda a imprensa. Foi uma ação legítima do estado, cumprimento de ordens judiciais após um ano de investigações”, disse ele.

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