A lagamarense Elis da Silva Barra, condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 17 anos de prisão por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023, foi presa em uma igreja evangélica enquanto participava de um culto.
Segundo informações confirmadas na audiência de custódia, não houve violência no cumprimento do mandado de prisão. A defesa questionou a legalidade da detenção por ela ter ocorrido dentro do templo religioso e também pediu o relaxamento da prisão, alegando que a condenada é responsável por familiares enfermos.
Defesa questiona prisão
O pedido apresentado pela defesa não foi analisado na audiência de custódia e foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes.
Além da prisão, o STF determinou que a Polícia Civil de Minas Gerais envie o laudo médico que atesta a integridade física da condenada. O exame foi feito depois da detenção, mas o documento ainda não havia sido encaminhado à unidade prisional, segundo informações repassadas ao Supremo.
Condenação de 17 anos
Elis da Silva Barra foi condenada pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa.
A pena soma 17 anos de prisão, além da obrigação de participar do pagamento coletivo de R$ 30 milhões por danos morais.
Ligação com a região
Natural de Patos de Minas e moradora de Lagamar, com familiares em Vazante, Elis chegou a concorrer ao cargo de vereadora em Lagamar nas eleições de 2020.
Conforme a investigação, ela viajou para Brasília em um dos ônibus que saíram da região para participar das manifestações. Vídeos anexados ao processo mostram a condenada dentro das áreas invadidas nos atos de 8 de janeiro.





