Nesta terça-feira (28), imagens captadas por um drone da polícia mostraram homens fortemente armados reunidos momentos antes da deflagração da megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, na zona Norte do Rio de Janeiro. Os suspeitos usavam roupas camufladas semelhantes às das forças de segurança e portavam fuzis enquanto circulavam dentro da comunidade.
Suspeitos foram filmados antes de fugirem pela mata
As cenas foram registradas durante a Operação Contenção, que mobilizou cerca de 2,5 mil agentes das forças de segurança. O objetivo era localizar e prender cerca de 100 suspeitos ligados ao Comando Vermelho (CV), incluindo 30 oriundos do Pará, segundo informações oficiais.
Em determinado momento do vídeo, o grupo — que inicialmente formava uma espécie de “paredão” — aparece se deslocando em direção a uma área de mata próxima à Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha. Pouco depois, os suspeitos foram flagrados fugindo em fila indiana pelo local.
“Muro do Bope” fez parte da estratégia
A operação contou com um plano de encurralamento que ficou conhecido como “muro do Bope”. A ideia, segundo o secretário da Polícia Militar, Marcelo Menezes, era forçar os criminosos a se deslocarem para uma área de mata, onde equipes do Bope já estavam posicionadas.
Durante coletiva de imprensa, Menezes afirmou que a ação foi planejada e estudada previamente, negando improviso. De acordo com ele, a operação teve início no Complexo do Alemão, com incursões simultâneas em diferentes pontos das 26 comunidades que compõem os dois complexos.
O secretário declarou ainda que o objetivo da estratégia era “preservar o interesse público e garantir a segurança das pessoas de bem que moram naquela região”. Menezes ressaltou que os suspeitos “tinham a opção de se render” e que parte deles foi detida durante as ações.
A operação mais letal do Rio
A Operação Contenção se tornou a mais letal da história do estado do Rio de Janeiro. Os confrontos intensos resultaram em 121 mortos, sendo quatro agentes de segurança, conforme informou a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ).
Além das mortes, 10 menores foram apreendidos e 113 pessoas presas. Entre os detidos está Thiago do Nascimento Mendes, conhecido como Belão, apontado como operador financeiro do Comando Vermelho no Complexo da Penha e braço direito de Edgar Alves de Andrade, o “Doca” ou “Urso”, líder da facção.





