Nesta segunda-feira (27), um adolescente de 13 anos da Nova Zelândia foi hospitalizado ao engolir entre 80 e 100 ímãs de neodímio, cada um medindo cinco milímetros por dois milímetros, causando a necessidade de remoção de parte de seu intestino. O caso foi publicado recentemente no New Zealand Medical Journal.
Ímãs de alta potência e riscos
Os ímãs ingeridos pelo menino são frequentemente vendidos como acessórios de mesa para adultos. Pequenos, porém com forte atração magnética, eles podem unir partes do trato digestivo, provocando complicações graves como necrose por pressão, perfuração ou infecções potencialmente fatais. Cirurgias são geralmente necessárias, com risco de dores crônicas a longo prazo.
Diagnóstico e cirurgia
O adolescente suportou quatro dias de dor abdominal antes de buscar atendimento médico, relatando que havia engolido os ímãs cerca de uma semana antes. Exames mostraram que os ímãs se agrupavam em quatro correntes na parte inferior direita do abdômen, unindo diferentes trechos do intestino. Durante a cirurgia exploratória, os médicos constataram necrose por pressão em partes do intestino delgado e grosso. Os ímãs foram removidos, mas parte do intestino precisou ser retirada. O paciente ficou oito dias internado antes de receber alta.
Disponibilidade e regulamentação
Embora a venda de ímãs de alta potência seja proibida permanentemente na Nova Zelândia e na Austrália, a fiscalização é limitada. Os produtos ainda estão amplamente disponíveis online a preços baixos, muitas vezes sem verificação de idade. Segundo o relatório, o menino afirmou ter comprado os ímãs na varejista Temu. A empresa declarou não poder confirmar a alegação, mas afirmou que os produtos atualmente disponíveis em sua plataforma estão em conformidade com a legislação local.
Nos Estados Unidos, a Comissão de Segurança de Produtos de Consumo estabeleceu em 2022 regras que limitam a força de ímãs soltos ou separáveis em produtos voltados ao entretenimento ou alívio do estresse, emitindo recalls de produtos perigosos e mantendo-os classificados como risco à segurança.





