Mercado de petróleo fecha semana em baixa com sanções e incertezas econômicas

Nesta sexta-feira (18), os contratos futuros de petróleo encerraram o dia em queda, revertendo os ganhos registrados pela manhã e consolidando desvalorização semanal para as principais referências do mercado. Novas sanções e incertezas na demanda pressionam o mercado A sessão foi marcada pela decisão da União Europeia (UE) e do Reino Unido de reduzir o […]

Foto: Getty Images

Nesta sexta-feira (18), os contratos futuros de petróleo encerraram o dia em queda, revertendo os ganhos registrados pela manhã e consolidando desvalorização semanal para as principais referências do mercado.

Novas sanções e incertezas na demanda pressionam o mercado

A sessão foi marcada pela decisão da União Europeia (UE) e do Reino Unido de reduzir o teto de preço do petróleo bruto russo de US$ 60 para US$ 47,60 por barril. A medida integra uma nova rodada de sanções econômicas ao governo russo e reflete a pressão internacional exercida por países como os Estados Unidos para que Moscou encerre a guerra na Ucrânia.

Mesmo com sinais de demanda aquecida no verão do Hemisfério Norte, o impacto das sanções prevaleceu. Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), o petróleo WTI com vencimento em setembro caiu 0,27% (US$ 0,18), fechando a US$ 66,05 o barril. O Brent com vencimento no mesmo mês, negociado na ICE (Intercontinental Exchange), recuou 0,34% (US$ 0,24), para US$ 69,28 o barril.

Na semana, o WTI acumulou queda de 3,5%, enquanto o Brent recuou 1,53%.

Trump ameaça tarifas contra países que comprarem energia russa

Na segunda-feira (14), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende aplicar tarifas secundárias de 100% a países que continuarem importando energia da Rússia, caso não seja firmado um acordo de paz na guerra da Ucrânia em até 50 dias.

Segundo avaliação da consultoria Capital Economics, os preços do petróleo se mantiveram relativamente estáveis nos últimos dias porque o mercado ainda demonstra descrença na efetividade das sanções impostas pelos EUA e pela Europa contra a Rússia.

Pressão da oferta e riscos geopolíticos no horizonte

Para o Commerzbank, os preços da commodity devem enfrentar pressão adicional no curto prazo. A elevação da oferta por parte da Opep+ — grupo formado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados — deve coincidir com a desaceleração da demanda global.

Ainda assim, o banco alemão avalia que os riscos no lado da oferta permanecem mais elevados que os da demanda, devido a tarifas, sanções e fatores geopolíticos.

Chevron avança na compra da Hess

Também esteve no radar do mercado a decisão de um painel de arbitragem que pode liberar a Chevron para concluir a aquisição da Hess. A alegação da Exxon Mobil, que reivindicava direito contratual de fazer uma oferta pelos ativos mais valiosos da Hess na Guiana, foi rejeitada.

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