Nesta segunda-feira, (16), o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que seu país não tem interesse em estender o conflito com Israel. Segundo ele, qualquer ação militar vinda de Israel será respondida com intensidade equivalente. A declaração foi feita em conversa com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, conforme divulgado pela agência estatal iraniana IRNA.
Liderança iraniana destaca perdas civis e militares
Pezeshkian ressaltou que recentes ataques israelenses resultaram na morte de civis, cientistas e altos comandantes militares iranianos. Ele frisou que o Irã não iniciou os confrontos, mas considerou inevitável uma reação proporcional frente a ações que envolvam vítimas e danos ao território nacional.
O presidente também comentou que a postura do governo permanece orientada à autodefesa, e que qualquer resposta será calibrada de acordo com a natureza das agressões recebidas.
Reabertura de negociações depende de estabilidade
Ainda segundo a agência oficial, Pezeshkian avaliou que o retorno às negociações com os Estados Unidos sobre o programa nuclear iraniano dependerá do fim das ofensivas israelenses. A continuidade do conflito tem sido vista como um obstáculo direto a qualquer avanço diplomático com potências ocidentais.
O posicionamento do Irã indica que a diplomacia pode voltar à mesa, desde que haja contenção por parte de Israel. O presidente destacou que a estabilidade regional é uma condição indispensável para discussões técnicas e políticas com o governo norte-americano.
Erdogan oferece apoio à retomada do diálogo
Na mesma ligação, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, expressou o desejo de ver uma redução das tensões e se colocou à disposição para contribuir com a mediação entre os países envolvidos. A Turquia indicou interesse em facilitar as conversas sobre o programa nuclear e colaborar para a normalização do cenário.
Segundo a agência estatal turca, Erdogan reiterou a importância de soluções diplomáticas para evitar uma escalada de violência na região. O diálogo entre os líderes acontece em um momento de forte preocupação internacional com a instabilidade no Oriente Médio.





